Expertise - O Blog da Sheila Campos


05/08/2008


Espelho meu.

Em 2000, apaixonei-me por um paulista.

Mas, como ele viajava constantemente, e eu me consumia em minha insegurança, deixei que se aproximasse de mim um então colega da rádio...

Um doce. Um virginiano obsessivo como eu. Um “bom menino”... Um companheiro irrepreensível.

 

Foi assim que meu namoro com Bruno teve início.

Ele, encantado por mim. Eu, apaixonada por outro.

Porque eu não conseguia ficar sozinha, porque era escrava da minha carência, porque precisava desesperadamente de companhia, de quem cuidasse de mim, de quem me “provasse” que eu ainda vivia, aceitei-o...

E o magoei, traí, machuquei, destruí.

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Você é amoroso, doce, meigo, educado, gentilíssimo: um principezinho encantado.

Você é bonito, é forte, ardente, desejável: um homem que há muito cobiço...

Mas, dentro de você...

Existe um monstro.

 

Você é auto-destrutivo, inconstante, depressivo, indiferente.

Você – parece - não sabe ser amado.

Não consegue...

E eu, que tantos anos lutei para me libertar da patologia, assusto-me diante do espelho que você representa!...

Eu o temo e entendo!... Era tão parecida!

Assustadoramente parecida.

Louca!...

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Começo a entender.

Meu quarto marido, R., que era professor de capoeira, uma vez confidenciou a uma grande amiga minha:

“A Sheila tem um lado lindo!... Ela é meiga, carinhosa, amorosa, generosa, companheira!... Ela é muito especial!... Por isso, é inacreditável que ela tenha o outro lado!... Um monstro! Ela sai de controle, destrói tudo, detona tudo e todos, fere, agride, enlouquece!... Ela machuca quem quer que chegue perto dela! Mas, ao mesmo tempo, a gente sabe da Sheila maravilhosa que existe dentro dela, sabemos que ela é 'outra' !... Por isso, é impossível odiar a Sheila; ela é maravilhosa! Mas é louca”!

É claro que não consigo reproduzir seu discurso com as palavras mais fiéis, mas a idéia era exatamente esta.

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Por toda a minha vida, fui doentiamente perigosa!... Destrutiva, suicida, perdida, desesperada; andava em desatino, desvairada, gania!...

Erupções constantes em minha vida de dor, abandono e ódio faziam de mim uma “fera”... Uma criatura, pessoa perigosa; era sedutora, amável, receptiva - até começar a devorar o outro...

Não conseguia ser amada! Não sabia o que era isso. Por conseqüência, não fazia idéia do que fosse amar alguém – quem quer que fosse. Pais, filha, irmãs, amigos, homens... O máximo de contato que sabia estabelecer era por meio da sedução. E, mesmo isso, era “muito” para mim!

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Aquela mesma amiga se desespera: “Você precisa se afastar dele! Precisa acabar com isso”!

Não consigo.

Não quero.

Estou fascinada diante do espelho como presa ante a serpente.

Hipnotizada!...

Eu poderia ser facilmente arrastada para um poço de lágrimas, dúvidas, perguntas nunca ouvidas, lamentos, esperança...

Não serei. Eu conheço a patologia. Estou fascinada com sua beleza!... Com a aparência fascinante da loucura!...

Sou como rochedo, cume da montanha, pedra: onda, neve, neblina, você me atravessa e eu permaneço incólume; contudo, não posso me afastar!...

Você é capaz de arrebentar tudo, explodir, mandar pelos ares; permaneço segura, imóvel.

Uma solidez que nunca tive!...

 

Não sei até quando. Por ora, alimentada pelo deslumbramento da descoberta, fico.

Quero-o!... Eu posso ser "um porto seguro".

Resta saber se conseguirá permitir que eu permaneça.

Escrito por Sheila Campos às 21h24
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04/08/2008


Gostar dói.

Gostar dói.

Você muitas vezes sentirá raiva, ciúmes, ódio, frustração.

Faz parte.

Você se relaciona com outro ser, outro “mundo”, “outro universo”. Isto implica em diferenças e aprendizados que podem ser enriquecedores. Ensina sobre respeito e limites.

E nem sempre as coisas saem como você quer...

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.

Se alguém vier com este papo, corra; afinal, você não é terapeuta.

Se não quer se envolver, relacione-se com uma planta. É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias.

E nem todo sexo bom é para namorar.

Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.

Nem todo beijo é para romancear.

Nem todo sexo bom é para se apaixonar. Ou se culpar.

Enfim...

Quem disse que ser adulto é fácil?

(Autor que desconheço)

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Dentre a profusão de rostos e corpos e imagens e vozes, eu enxerguei você.

Dentre as múltiplas possibilidades de gostos e afazeres, ocupações e características, eu escolhi você.

Não sei explicar a causa.

Do meu passado, dos tempos remotos em que eu o via – e o temia -, novamente hoje me vi irremediavelmente atraída.

E, em meio às conturbações da sua vida, desejei e decidi:

Estou com você.

 

Mas... As nossas neuroses, juntas, formam uma bomba relógio!

“Tic-tac, tic-tac, tic-tac”…

Uma energia indomável, incontida, irascível, que ninguém é capaz de acalmar!

Uma bomba atômica!

Nossas energias juntas são demais até para nós!

Um dos dois será estilhaçado.

E, como sou mais fraca, serei eu a desintegrar, esfacelar inteira!

 

Você não percebe a minha fragilidade...

 

Você não percebe a minha vontade, meu desejo de simplesmente... Estar com você.

Só com você.

Ainda que por poucas horas. Poucos momentos.

Mas, momentos inteiros. Verdadeiros.

Eu só preciso tocá-lo, vê-lo, conversar com você, permanecer junto. Um pouco.

Preciso...

 

Mas você ainda não enxerga minha fragilidade.

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Escrito por Sheila Campos às 07h46
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Gostar dói - conclusão.

Vou ao seu encontro.

Ávidos, a falta um do outro, minha sede do seu corpo...

Entretanto, em pouco tempo, diante de você, me sinto abandonada.

Gente demais, discursos demais, agitação demais entre eu e você...

Nossas carências são de substâncias diferentes.

Nossas carências...

Diante de você, perto de você, ainda assim eu “desabo”: continuo sozinha, solitária.

 

Nossa pior inimiga é nossa carência.

A minha, a sua...

A carência que não permite que fique só. Fisicamente só. Porque mentes só se encontram após algum tempo, e os sentimentos...

Quando “convidados”.

 

Não existe uma paixão genuína que nasça da carência.

O outro apenas supre uma falta, esconde o “buraco” abismal com o qual se lida mal.

O outro está diante de mim, sua presença; no entanto, continuo me esvaindo, escorrendo...

Derreto...

 

E ninguém pode ser culpado.

Ela habita o íntimo, o escuro, o lugar ignorado, que nos escapa, e dessa fortaleza governa atitudes, escolhas, reações.

Um desnível injusto: ela me conhece, cada fraqueza, cada mínimo medo.

Enquanto eu a desconheço, cega.

 

Nossa pior inimiga é nossa carência.

A minha e a sua carência.

Por causa de nossa carência, eu não sei se sou a sua legítima escolha.

Para agora. Para este breve momento.

Por causa de sua carência, eu não sei se, caso me afastasse, você me esperaria.

Por causa de minha carência, tudo me atinge. Você não pronunciar meu nome, não se saber meu amigo, a minha amiga que se interpõe entre nós, sua falta ao combinado, eu o esperando no teatro.

 

Por causa da minha carência, vivo aflita. Não com você, mas comigo. Aflita, alerta, tensa...

Por causa da minha carência, questiono. Eu deveria?, não deveria?, o que faço agora?

Por causa da minha carência, fujo. Tão mais fácil a negação, a “armadura”, minha especialidade: migrar para outro universo, transmutar-me, líquida, fluida!...

Silenciosa...

 

Contra a minha carência, luto.

Esforço-me para que ela não se “enrosque” em meu desejo e me leve a duvidar de tudo!...

Para que não se "misture".

Para que não me confunda.

Para que não me roube a lucidez, a sanidade, a capacidade de julgamento.

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Dentre todas as possibilidades deste momento, eu ainda quero você.

Quero ser querida por você.

Desejada...

 

Você ainda está comigo?

 

Dentre todas as manifestações do meu pânico, ainda escolho enfrentá-lo.

Serena, calma, paciente.

Frágil e medrosa...

 

Estou com você...

Ainda está comigo?

Escrito por Sheila Campos às 07h45
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29/07/2008


"Sumário Atualizado".

Novas pessoas têm visitado meu blog. A fim de "guiá-las" diretamente às postagens que oferecem um desnudamento que sintetiza o muito escrito aqui, sugiro:

 

- Renascimento (Quem eu sou);

- O Pastor e a Pecadora;

- Entre o Sábio e o Samurai;

- Sexo, Mentiras e Internet;

- Breve;

- "A Solidão é Fera, a Solidão devora"...;

- Cartas Antigas;
- Mulher "Inencontrável";
- A diferença entre "Fofo" e "Grotesco";

- Sexo III, ou: Vícios
- Sexo II, ou: Entre Virgens e Vagabundas;
- Leituras;
- Sexo;
- Conclusões, parte I e II;
- As coisas recomeçam?;

- Deus castiga!;
- Dificuldades demasiadamente humanas...
- "Quase" sobre o felicíssimo início de novo ano;
- Carta à minha xará;
-
A difícil admissão da derrota...
- Respondendo à sua mensagem;
- A Raiva depois do Remorso!;
- Fim... de ano;
- O meu "pathos"...

 

Não recomendável para conservadores e/ou menores de 18 anos.

Escrito por Sheila Campos às 11h00
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28/07/2008


Escrito por Sheila Campos às 18h33
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Campanha: Uma Balzaca na Casa! Sheila Campos no Big Brother Brasil!!!!

Galera, é o seguinte: estou precisando de umas férias dessa vida de professora, em que ralo demais e não ganho quase nada! :P

 

Assim, estou me candidatando a ficar à toa lá naquela casa, a mais famosa do País! Mas comprometo-me a falar de teatro, arte e cultura, filosofia e política todo o tempo em que estiver lá, com os marombeiros e com as câmeras, me esforçando para transmitir um pouco da importância de se ler e estudar para que não nos tornemos uma nação de ignorantes!...

 

Conto com seu voto!!!! Caso eu vá e ganhe um dindim, pago rodadas de cerveja na volta, com toda a certezaaaaaaaa!!!!!!!!!!! :D

 

http://www.8p.com.br/bbb/sheilacampos/perfil

 

Voteeeeeeee!!! :D

 

 


Escrito por Sheila Campos às 18h20
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09/07/2008


Ingenuidade, imaturidade, infantilidade - burrice?...

"Acreditar não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente". (Arthur da Távola)

 

Eu sempre optei por “acreditar”... Agora vejo o quanto é tolo; mas eu não queria me tornar amarga, eu não queria perder a fé, a crença, uma espécie de “pureza” de sentimentos... Eu precisava me “limpar” a cada final, me esvaziar de toda a dor, decepção, mágoa, tristeza; eu precisava me tornar capaz de recomeçar sem reservas, sem medos antecipados, sem acusações...

Eu precisava acreditar (!).

Escrito por Sheila Campos às 22h00
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03/07/2008


Parem tudo, quero descer...

Tristíssima.

Volto à terapia, após um mês de férias da terapeuta.

 

Ela tirou férias; eu...

Imergi em fúria, loucura, erros, tropeços, desastres...!...

Um verdadeiro “circo dos horrores”.

Com direito, até, a anões entre as atrações!

(Não resisti!)

 

Como dizem alguns cabeleireiros gays: sou muito “gente”.

Oscilo entre sentimentos demasiadamente humanos...

Ora eufórica, vitoriosa, orgulhosa de minhas conquistas; ora melancólica com essa falta de “porquê” para a vida, para as diferenças, para a miséria, para a África, para o preconceito, para a corrupção, para a pedofilia, para a indústria armamentista...; ora irritadíssima, revoltada, impaciente frente à mediocridade e pequenez de tantos tão próximos de mim!...

 

Quase todo o tempo me pergunto: “o que ainda estou fazendo nesta cidade”?

O mundo é tão grande!...

Deslumbrante, cheio de surpresas, fascínios, tesouros que sequer imagino!...

 

A Grécia deve ser tão inacreditavelmente linda!...

A Europa inteira me deslumbra; devo chorar copiosamente quando (finalmente) conseguir pisar lá!...

 

Sinto-me “prisioneira”. Um universo infinito de cores e sons, e culturas, tecidos, aromas, comidas, instrumentos, etnias, arquitetura, geografia e história, costumes e gírias me aguardam, enquanto me desgasto tentando compartilhar o que estudei em uma instituição que não me respeita; ofereço pistas do prazer que os livros ofertam tão simples e graciosamente a alguns que não querem, absolutamente, entender; me dou o trabalho de sair para tomar cerveja com pessoas boçais que se agridem ininterruptamente; e desperdiço minha beleza com idiotas tacanhos, sempre meio impotentes, que precisam se auto-afirmar...

 

Estou na “Matrix”. Quero despertar! Quem poderá me oferecer uma pílula vermelha?????

Escrito por Sheila Campos às 20h30
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02/07/2008


Vamos esclarecer uma coisa...

Sim, eu estou muito irritada!

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Eu já o tive em grande consideração.

- Eu cometi o erro de “tentar gostar” dele. Um homem a corteja, mas não a atrai; sua intuição diz “não”, tudo sinaliza que você não deve se ocupar sequer da possibilidade; mas você racionaliza e decide “dar uma chance”? Acredite-me: jamais faça isso! O desgaste não vale a pena. –

Um pouco por ternura, muito por culpa, eu tentei ser uma boa amiga depois de finalizada a fracassada tentativa. Por um semestre, continuamos indo a churrascarias (que você gostava) e ao cinema (que eu amava!), muito próximos um do outro e preocupados mutuamente.

Até que comecei a perceber que você fazia parecer a todos os demais que tínhamos “recaídas”, que eu ainda “ficava” com você, e que estava usando minha determinação em ser sua amiga para tentar me convencer a aceitá-lo novamente.

E você ainda se julga “a vítima” do enredo. O estresse que me fez enfrentar, minha irritação mortal, suas bebedeiras; tão grande o desgosto que vivi tentando contornar sua infantilidade para estabelecer uma amizade adulta com você que nunca mais fiz questão de ter a amizade de ex-namorado (caso, “rolo”, e afins) nenhum, porque passei a julgá-los incapazes desse desprendimento.

Sim, eu me senti manipulada. Sempre havia lhe dito tudo tão claramente... A situação ridícula me deixou irada!

Desapareci por um bom tempo e voltei ao convívio dos mortais quando você já tinha namorado seriamente outra mulher e poderíamos, finalmente, ser amigos.

E fomos.

Até o dia em que escrevi sobre uma das mulheres que mendigavam seu afeto em meu blog.

Coitada; ela poderia mendigar o seu afeto ou o de qualquer outro homem. Poderia ser ela ou qualquer outra. A situação é que era alegórica, significativa, e me inspirara a escrever.

 

Você cometeu um erro fatal: primeiro, disse a ela que eu “só tinha dois amigos”, sendo um deles “você”.

- Equívoco tolo. Nunca tive somente a você, embora soubesse que você adorava ouvir e acreditar nisso. –

Segundo aspecto do mesmo erro: disse a ela que “não seria, mais, meu amigo”.

Querido!... Eu não sei (e nem me interessa saber) o que pensou para falar isso. O que sei, e gostaria de esclarecer de uma vez por todas, é: nunca mais terá minha amizade. Acho que até cheguei a amá-lo como se fosse um irmão mais velho. Mas, alguns homens são burros o suficiente para trocarem o companheirismo de uma amiga (que pode durar anos) por uma buceta (que dura uma temporada...).

O que mais me espantou quando me contou seu “feito” foi a prepotência. “Coitado”..., voltei a pensar. Quanta falta de humildade; bastava lembrar que há um, dois anos, você simplesmente inexistia para mim. Escolhi ser sua amiga, quando poderia simplesmente ter-lhe dado o “chute” e esquecido o assunto.

Você, que gosta tanto de mentir: “eu te conheço um pouquinho”, não sabe com quem mexeu. Minha ira não se doma; não sei perdoar. Assim, jamais conte em reconquistar minha afeição novamente, sob nenhuma forma. Sabe que sou (sei ser) civilizada, porque isso já demonstrei mais de uma vez não somente para você, mas a quem quer que conviva comigo.

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Cometi o mesmo erro anos depois.

Não quero saber de Igreja, de obscurantismos, de ninguém tentando me convencer da existência do “mal”.

Não tenho o menor interesse em entregar meu dinheiro a uma empresa que vende promessas e explora a fé.

Vivo no ano 2008, século XXI. E, vamos esclarecer de uma vez: tenho preconceitos contra quem prefere delegar a quem quer que seja as decisões sobre sua própria vida, em lugar de enfrentar o vazio, a falta de sentido, o enigma que é o futuro abertamente. Particularmente, aprecio estudar filosofia; atribui um pouco de significado à minha existência, em nada mais importante que a de qualquer outro indivíduo. Aproveito os poucos anos que terei sobre a terra também para usufruir de expressões artísticas e culturais às quais tenho algum acesso, e para alguns outros módicos prazeres.

De forma que dispenso sua atenção. Não se ocupe de recados anônimos ou de orientar sua Igreja a tentar me adicionar por Orkut. Por favor, esqueça-me. Não compartilho da sua fraqueza.

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Tenho uma amiga a quem adoro verdadeiramente.

Mas seu egoísmo me exaspera!

Ela ingressou no mestrado e sempre torcemos muito por nossos amigos quando conquistam algo semelhante!

Perto da “reta final”, desapareceu. Não a víamos, não se tinha notícias dela, não se podia contactá-la.

Defendeu e, imediatamente, voltou ao convívio dos humanos.

 

Entrei no mestrado depois.

A partir do segundo ano, vi-me reproduzindo um padrão de comportamento segundo o qual me sobrecarrego de atividades, envolvo-me com mil e dois projetos, e começo a me cansar dos anteriormente existentes.

A conseqüência evidente é minha imensa dificuldade em concluir o que quer que tenha iniciado.

 

(Continua)

Escrito por Sheila Campos às 21h09
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Vamos esclarecer uma coisa... Conclusão.

Eu estava às voltas com minha dificuldade em avançar no mestrado. Não queria escrever, não conseguia, mais, estudar, sentia-me “saturada”. Dizem que é uma variação da crise que todo pós-graduando enfrenta.

Minha amiga formou um grupo de teatro do qual eu não tinha nenhum interesse em participar. Contou-me, depois me convidou, e me esquivei. Insistiu e começou um trabalho paciente de “convencimento”. Lembro nitidamente das várias vezes em que recusei tranquilamente o chamado. Até que um dia, arrematou: “vai ser ótimo para você; um momento em que você vai fazer um alongamento, suar um pouco, relaxar, e depois voltar para casa”!...

Ingressei no grupo, unicamente para apoiá-la. Desgastei-me absurdamente, porque odeio conflitos freqüentes. A cada dia de ensaio, minha amiga brigava com um dos integrantes da troupe. E eu – eu, que sou a agressividade personificada! -, tentava aplacar os ânimos, reconciliar os integrantes, administrar os estragos...

Até o dia em que ela resolveu brigar comigo. Levou uma “patada” que foi parar do outro lado da sala – figurativamente falando, claro! Ninguém se equipara a mim quando se trata de embate.

Finalmente, fez um auto-exame e descobriu as motivações das brigas. Descarregava no grupo frustrações de outras esferas da vida.

Àquela altura, meu estresse já havia extrapolado todos os limites!

A despeito de todas as confusões, apresentamos em vários lugares, produzimos uma peça satisfatória, e encerramos o ano com uma produção até inesperada.

Então, este ano me flagro furiosa! Eu me desdobrei para estar em grupo; eu nunca deixei de estar presente, de estar disponível... E, a exemplo do que aconteceu por época do mestrado, essa amiga desaparece novamente, desta vez devido ao doutorado.

Desconfio de que tenho feito papel de palhaça a algum tempo... Então, meu mestrado – com minhas dificuldades e tudo – não admite afastamento, negativas, autopreservação; mas a qualificação alheia o exige?

Poucos sabem o quanto minha irritação demora a tomar corpo; e o quanto ela é assustadora quando, finalmente, se faz sentir.

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Outra amiga é muito amada e, juntas, já atravessamos “poucas e boas”.

Dia desses, ela estava dividindo apartamento com uma terceira amiga, e as duas enfrentavam diferentes tipos de conflitos...

Eu lamentava profundamente por elas, porque gosto muitíssimo das duas. Mas conheço minha amiga; tem gênio difícil, é explosiva, autoritária e tem grande dificuldade em aceitar a perspectiva do outro.

Eu, por minha vez, dividia uma casa enorme na 705 sul com outras cinco pessoas. Uma experiência ótima, não vivesse entre nós um delinquentezinho que, em pouco tempo, passei a detestar... Mas convivia tranquilamente, evitando contatos além do estritamente necessário; podemos deparar com esta situação no trabalho, onde estudamos, até mesmo entre amigos... De modo que eu procurava pouco pensar nisso.

Conversava com minha amiga pelo msn quando comentei que havia decidido me mudar da casa. Não o faria imediatamente; primeiro, trataria de ajustar algumas pendências.

Então, ofereceu que eu passasse um tempo com as duas no apartamento. Agradeci a gentileza: “ah, seria legal, obrigada!”... Mas não definimos datas. Não havia urgência. “Em algum momento” eu me mudaria... Cogitou, então, que eu dividisse apartamento com as duas. Recusei; não havia espaço para as três. Pensou em um ou dois arranjos, que também recusei tranquilamente. E o assunto ficou assim: quando eu saísse da casa, poderia passar um mês no apartamento com elas.

Acontece que a notícia de que eu iria para lá impulsionou a decisão da segunda moradora de sair. Certamente, ela já havia pensado em residir em outro lugar; contudo, não desejava romper com o acordo que fizera...

Minha ida para lá dava fim ao impasse. Soube que ela se mudaria.

Agora, eu já não sairia de onde estava no segundo semestre. Sempre pensamos uns nos outros – ou procuramos pensar. O "mês" que eu passaria transformou-se em "substituição".

Sem me preocupar com isso, fiz a mudança no meio do mês. Dei o tempo combinado para os moradores da casa encontrarem novos interessados, e pude resolver minhas coisas com relativa calma.

Tudo isso quer dizer o seguinte: não pedi favor algum. Fui convidada, e a natureza do convite mudou. Aceitei-o. Minha amiga tem uma neura que, vista de longe, é até engraçada: acredita ser capaz de “salvar o mundo”. Sem ser solicitada, procura soluções para os problemas dos amigos, tem conselhos para todas as dificuldades, pontos de vista, e não raro age à revelia dos envolvidos.

É admirável essa generosidade. O problema é que minha amiga tem, também, a mania de “contabilizar” essas iniciativas... Acreditando ter-lhe prestado um grande favor, aguarda a oportunidade de cobrá-lo. Muitas vezes, o “grande favor” é o pretexto para dar vazão a alguma frustração de expectativas que não pensávamos, absolutamente, em atender...

É difícil administrar a neura de minha amiga. É preciso lembrá-la de que ela também precisava de alguém com quem dividir o apartamento; logo, o arranjo favoreceu aos dois lados; e de que não lhe pedimos nada, mas fomos convidados; e etc., porque ela costuma guardar em sua lembrança a sua versão das coisas.

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Conviver, relevar, negociar: as relações humanas são difíceis.

Às vezes, simplesmente acabam. Nesses casos, não valem a pena.

Ou eram ligações temporárias, mesmo. Natural.

Outras vezes, podemos aprender com elas.

Enxergar falhas, lacunas, dificuldades; aproveitar para superá-las... Podemos contar com a sinceridade do outro e escutarmos suas considerações sobre nós. Podemos oferecer sem medo nossa confiança, lealdade e carinho. Podemos amadurecer e testemunhar o amadurecimento do outro.

Às vezes, as relações humanas ilustram essa maravilha que chamamos “pequenos milagres”... Ensinam, fazem rir e chorar, comovem, mobilizam; nas relações com aqueles que são mais próximos nos despimos das máscaras e armaduras, e nos entregamos em toda a nossa humanidade...

Só às vezes. Em verdade, são poucas as vezes em que aprender com as diferenças vale a pena e é possível - quanto mais amadurecemos, mais cientes nos tornamos disso.                    

            

Escrito por Sheila Campos às 21h08
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22/06/2008


Meu Deus! Além de mudo, o anão era louco!

Duas semanas após o sumiço típico de cafajeste, o anão mudo ressurge das cinzas para assombrar a Princesa!

 

Meus Deus! Além de mudo, o anão era louco!

 

“Sua raiva (é) incompreensível. Em primeiro lugar, eu não tenho que cumprir o seu script. Eu me esforcei para entrar na sua vida, mas para conhecê-la melhor”.

 

“Garantia de nada, ainda mais que nossos desejos serão correspondidos”.

 

- Apesar de eu não estar com placa à frente da casa: “venha conhecer-me”..., e ele admitir que se esforçou para entrar na minha vida; e apesar de a questão do desejo ser altamente discutível - porque, se não me desejava, como se “atracava” comigo sempre que tinha oportunidade? Por “pena”, tédio, alguma outra motivação?...

Gostaria de aprender mais sobre o “fabuloso mundo dos anões mudos”. Por favor, esclareça-me... -

 

Apesar de todo o absurdo da situação, a Princesa foi adulta. Foi uma verdadeira “princesa”!

 

“Verdades diferentes para diferentes perspectivas. Não entendo o porquê de seu ressurgimento; afinal, não precisa, mais, ler...”

 

“... O meu blog. Você pode continuar desaparecido. Adeus”.

 

E julgou encerrado aquilo que, de contos de fadas, havia se tornado um triste pesadelo.

 

Qual não foi sua surpresa quando - tal qual feitiço de madrasta invejosa - novos dardos, maçãs envenenadas, dragões e cia. tentaram alcançá-la!

 

“Foi você quem disse adeus novamente. Poderíamos ser amigos, mas você está muito radical. E se respondi (foi) pq era sobre mim”.

 

Sim. A princesa compreendeu e continuou a preparação para o longo e delicioso banho que iria tomar, quando...

 

“Disse sim que queria me envolver e namorar, mas não que seria você. Poderia ser, mas não existe isso de concordância tácita. Na vida não existem garan...”

 

A Princesa estava simplesmente horrorizada! Nem os perigos mais assustadores a haviam preparado para aquilo. Ela havia caído nas garras de um verdadeiro Gremlin! Aquela coisinha gorda e fofa estava se revelando primo-irmão do Gollum! Além de cafajeste, era inacreditavelmente grosseiro e mal-educado! Será que ele gostava de verdade de mulheres? Será que não era apenas uma peça a mais na grande engrenagem das bruxas malvadas que objetivam aniquilar princesas desavisadas?!!!

 

Em um gesto de desespero, tentou pela última vez afastá-lo de si!

 

“R.: vá viver sua vida”.

 

Assim mesmo: sem exclamações, sem letras garrafais... Só o que ainda poderia ser feito.

 

No dia seguinte, a Princesa soube que "buxixos" no reino davam conta de que anões mudinhos estavam, imerecidamente, sendo maltratados por Princesas, que se mostravam magoadas sem motivos!... Sentiu-se a própria Branca de Neve, cercada de anões por todos os lados!...

 

Certamente, aquela deveria ser a defesa formulada por algum tipo de ONG de proteção das criaturas encantadas da floresta... Uma frente criada especialmente para preservar os animais exóticos, entre os quais...

 

Teve que interromper os pensamentos para cumprir os compromissos da corte! Procuraria não mais lembrar de todo aquele horror!... Com a mãozinha delicada, anotou apenas em seu caderninho perfumado algo de que não poderia esquecer:

Sugerir que a ONG de defesa dos anões mudos (e loucos) da floresta oferecesse a eles o Curso de Português do Professor Filemon.

 

 

 

Escrito por Sheila Campos às 21h11
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20/06/2008


"Era uma vez um anãozinho mudo"!...

“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.

 

Era uma vez um anãozinho mudinho!... Um dia, ele apareceu na frente de uma princesa - muito desengonçado, muito vulnerável, muito inseguro... Ele ganhou a atenção da princesa. Ele foi se tornando amigo da princesa e, como no fundo desejava, ele conquistou o afeto da princesa!...

Numa bela noite, durante uma grande festa de São João no reino, ele beijou a princesa!...

Ele teria o coração, o amor, a lealdade da princesa até o fim dos tempos, e eles viveriam “felizes para sempre”...

(Ou por um mês, ou dois, como acontece nos contos de fadas modernos.)

Mas, ele viveria a sua narrativa mágica, fantástica, com o final inesperado (para ele) e esperado (para os leitores) ao lado da princesa!...

 

"Para surpresa da galera", nosso anãozinho mudinho não cumpriu o “script”. Ele não quis ser o rei justo, bom, e mais amado pelos súditos de todos os tempos!... Ao contrário: o beijo da princesa transformou-o de súbito, inacreditavelmente, em um girino! 

 

Sim, eu estou furiosa! Não é preciso ser nenhum “adivinho”, nem mesmo “muito inteligente”, para perceber isso.

Prometi a você que não voltaria, sequer, a pensar no assunto – e o assunto era a possibilidade e a vontade que senti, um dia, de namorá-lo... Cumprirei minha palavra. Nunca mais em minha vida darei espaço a essa idéia disparatada que tive.

 

Mas nada me impede de pensar sobre o “antes”!...

 

Como chegamos àquele ponto? Raciocinemos juntos:

Você me adicionou em msn e orkut. E, em todas as vezes em que conversou comigo no msn, fez-me algum convite. Chamou-me até para viajar!... Eu sempre levei na brincadeira, até que, finalmente, decidi encontrá-lo. Marcamos no Cine Brasília, sábado à noite, sessão das nove horas. Você chegou perfumado, arrumado, uma graça! Enquanto conversávamos, seu celular tocou; você explicou à interlocutora que estava no cinema, e eu percebi que não se tratava de uma “simples amiga” quando o ouvi responder: “ah, eu não sei que a horas vai acabar, a que horas eu vou estar em casa”...

“Amiga” alguma nos pergunta isso. Então, brinquei com você: “É fogo, né? Quando a gente namora, não pode sair com mais ninguém”!...

E você, rapidamente, me corrigiu: “mas eu não namoro, não! É só uma amiga”!

Dois minutos depois, seu celular tocou novamente. E você se afastou para conversar. Obviamente, tratava-se da mesma mulher. Senti certa compaixão por ela – “compaixão”: capacidade de colocar-se no lugar do outro...

Quando voltou, provoquei novamente: “explique a ela que eu sou só uma amiga, uma conhecida!... Por que não a convidou”?

“Não, ela é só uma amiga! Uma amiga que tem ciúmes de mim”...

 

Não me preocupei mais com o assunto porque você não era objeto do meu interesse. Mas não deixei de pensar na pobre moça que ligava... Ela, com toda a certeza, devia: transar com você; dar-lhe afeto; fazer-lhe companhia; gostar de você!... Importante: nas horas que você decidisse, nas horas que você “permitisse”!

 

- Ela dorme com você, gosta de você, age como sua companheira, mas nada disso “importa”, porque é só uma “amiga”!... E eu me pergunto: o que importa, então? –

 

Muitas mulheres agem assim. Tratam os homens que as cortejam, e falam palavras bonitas a elas, e fazem promessas veladas, como “companheiros” - e são tratadas como “capachos” (uma amiga minha prefere o termo “estepe”...).

Ele quer carinho, atenção, companhia, cuidados e, sobretudo, sexo; mas ela não pode “pedir” nada, porque, afinal de contas, “eles não têm nada”!...

Você não teve consideração pela moça (ou “mulher”) que ligou duas vezes em seu celular porque, em pleno sábado à noite, estava você em um cinema, e não a havia convidado!... Como pude me esquecer desse indício tão revelador do seu caráter no decorrer das semanas seguintes?

 

Você poderia imaginar que estou com raiva sem nenhuma razão para tanto. Afinal, nós também “não tínhamos nada”.

Mas eu estou com raiva de você, sim, seu mentiroso safado! Porque você se esforçou para entrar na minha vida e, desde o primeiro segundo, mentiu para mim! Na primeira conversa, sem que eu perguntasse, disse que queria conhecer e se envolver com alguém; dias depois, durante a “enquete” feita por Rose na comunidade, respondeu sorrindo e olhando em meus olhos que queria “namorar”; por outro lado, eu lhe disse com todas as letras que não queria ter “mais um caso, um encontro fortuito, uma coisa qualquer”... Você permaneceu depois do que eu lhe disse; isso implicava em uma concordância tácita.

 

Tenham todo o cuidado do mundo quando o cara que faz de tudo para te beijar e transar com você apresentá-la a quem quer que seja como “minha amiga”! Este é um clássico (e famigerado) termo para designar: “essa é a conquista da vez, mas ela não tem a mínima importância para mim”! Podem ter certeza.

Certamente, você só não se referiu a mim da mesma maneira porque não teve tempo para fazê-lo. O que esperava? Manter-me “em banho-maria” como a menina do celular? Aparecer quando “desse na telha”, quando não houvesse um novo rosto e corpo para “desafiá-lo”? Planejava transar comigo sem ter consideração nenhuma pelo que se passava em meu íntimo, e que eu já tinha revelado, “administrando-me” na base do típico “argumento”: “vamos deixar acontecer”?!!!

 

Querido, e o que “já está acontecendo”, faz-se o quê com isso? Em nosso caso, quase nada; mas, e as multidões de mulheres que cuidam de vocês, se apaixonam, se dedicam...?...

Mais: seu filho-da-puta, e as nossas emoções e sentimentos, que são tratados como “lixo” desde que vocês garantam a sua “trepadinha”? Covardes! É o novo “prazer-máximo” masculino, este - transar por uma noite com uma mulher sem rosto, como fazem com as prostitutas, só que “de graça”? Que grande vitória!

 

Falando em “rosto”, se eu o encontrasse, hoje, socaria você. Esmurraria sua cara! Acho justo; afinal, você também me fez sentir dor. Seu palhaço! A você e a todos os demais palhaços que possam estar lendo este texto: se não conseguem “controlar seus bilauzinhos”, procurem ajuda profissional. Para crescerem, virarem gente, deixarem os 12 anos de idade! 

 

Minha única dúvida é: são todos uns animais? São todos tão doentes? Nós, mulheres, nos resumimos a isso, para vocês?

Ou vocês “mudam” quando estão muito carentes, muito sozinhos... Daí, passam a querer uma companheira?

Pior: ou “mudam” quando envelhecem e começam a ficar broxas? Só então descobrem nossa “beleza interior”? Quando já não conseguem, mais, serem nossos amantes - só então se disporão a serem nossos amores?

 

Não admito ser, mais, “parasitada”, “vampirizada” por bebezões cagões de 30 ou 40 anos. Não sei o que entendem por “troca”, encontro, amor; definitivamente, compreendo que deva ser algo absolutamente ininteligível para mim.  

 

Minha amizade, minha consideração, minha ternura, e, no extremo, meu desejo (abertamente declarado) foram ignorados, preteridos, “trocados” por um sarro pobre no carro. Meu querido, se é sexo o que os interessa, saiba: eu planejava levá-lo “às alturas”!... Porque você me inspirava isso... Mas, acredite-me: vocês são tão ridículos, tão imbecis, tão completamente boçais (!) que não conseguem nem entender uma mulher e chegar a viver esse estágio!... Pois bem: além deste, generosamente ofertado aqui, você ainda poderá contar com outro “toque” meu... Um belíssimo soco na sua cara, seu estúpido!

Escrito por Sheila Campos às 15h01
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