“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.
Era uma vez um anãozinho mudinho!... Um dia, ele apareceu na frente de uma princesa - muito desengonçado, muito vulnerável, muito inseguro... Ele ganhou a atenção da princesa. Ele foi se tornando amigo da princesa e, como no fundo desejava, ele conquistou o afeto da princesa!...
Numa bela noite, durante uma grande festa de São João no reino, ele beijou a princesa!...
Ele teria o coração, o amor, a lealdade da princesa até o fim dos tempos, e eles viveriam “felizes para sempre”...
(Ou por um mês, ou dois, como acontece nos contos de fadas modernos.)
Mas, ele viveria a sua narrativa mágica, fantástica, com o final inesperado (para ele) e esperado (para os leitores) ao lado da princesa!...
"Para surpresa da galera", nosso anãozinho mudinho não cumpriu o “script”. Ele não quis ser o rei justo, bom, e mais amado pelos súditos de todos os tempos!... Ao contrário: o beijo da princesa transformou-o de súbito, inacreditavelmente, em um girino!
Sim, eu estou furiosa! Não é preciso ser nenhum “adivinho”, nem mesmo “muito inteligente”, para perceber isso.
Prometi a você que não voltaria, sequer, a pensar no assunto – e o assunto era a possibilidade e a vontade que senti, um dia, de namorá-lo... Cumprirei minha palavra. Nunca mais em minha vida darei espaço a essa idéia disparatada que tive.
Mas nada me impede de pensar sobre o “antes”!...
Como chegamos àquele ponto? Raciocinemos juntos:
Você me adicionou em msn e orkut. E, em todas as vezes em que conversou comigo no msn, fez-me algum convite. Chamou-me até para viajar!... Eu sempre levei na brincadeira, até que, finalmente, decidi encontrá-lo. Marcamos no Cine Brasília, sábado à noite, sessão das nove horas. Você chegou perfumado, arrumado, uma graça! Enquanto conversávamos, seu celular tocou; você explicou à interlocutora que estava no cinema, e eu percebi que não se tratava de uma “simples amiga” quando o ouvi responder: “ah, eu não sei que a horas vai acabar, a que horas eu vou estar em casa”...
“Amiga” alguma nos pergunta isso. Então, brinquei com você: “É fogo, né? Quando a gente namora, não pode sair com mais ninguém”!...
E você, rapidamente, me corrigiu: “mas eu não namoro, não! É só uma amiga”!
Dois minutos depois, seu celular tocou novamente. E você se afastou para conversar. Obviamente, tratava-se da mesma mulher. Senti certa compaixão por ela – “compaixão”: capacidade de colocar-se no lugar do outro...
Quando voltou, provoquei novamente: “explique a ela que eu sou só uma amiga, uma conhecida!... Por que não a convidou”?
“Não, ela é só uma amiga! Uma amiga que tem ciúmes de mim”...
Não me preocupei mais com o assunto porque você não era objeto do meu interesse. Mas não deixei de pensar na pobre moça que ligava... Ela, com toda a certeza, devia: transar com você; dar-lhe afeto; fazer-lhe companhia; gostar de você!... Importante: nas horas que você decidisse, nas horas que você “permitisse”!
- Ela dorme com você, gosta de você, age como sua companheira, mas nada disso “importa”, porque é só uma “amiga”!... E eu me pergunto: o que importa, então? –
Muitas mulheres agem assim. Tratam os homens que as cortejam, e falam palavras bonitas a elas, e fazem promessas veladas, como “companheiros” - e são tratadas como “capachos” (uma amiga minha prefere o termo “estepe”...).
Ele quer carinho, atenção, companhia, cuidados e, sobretudo, sexo; mas ela não pode “pedir” nada, porque, afinal de contas, “eles não têm nada”!...
Você não teve consideração pela moça (ou “mulher”) que ligou duas vezes em seu celular porque, em pleno sábado à noite, estava você em um cinema, e não a havia convidado!... Como pude me esquecer desse indício tão revelador do seu caráter no decorrer das semanas seguintes?
Você poderia imaginar que estou com raiva sem nenhuma razão para tanto. Afinal, nós também “não tínhamos nada”.
Mas eu estou com raiva de você, sim, seu mentiroso safado! Porque você se esforçou para entrar na minha vida e, desde o primeiro segundo, mentiu para mim! Na primeira conversa, sem que eu perguntasse, disse que queria conhecer e se envolver com alguém; dias depois, durante a “enquete” feita por Rose na comunidade, respondeu sorrindo e olhando em meus olhos que queria “namorar”; por outro lado, eu lhe disse com todas as letras que não queria ter “mais um caso, um encontro fortuito, uma coisa qualquer”... Você permaneceu depois do que eu lhe disse; isso implicava em uma concordância tácita.
Tenham todo o cuidado do mundo quando o cara que faz de tudo para te beijar e transar com você apresentá-la a quem quer que seja como “minha amiga”! Este é um clássico (e famigerado) termo para designar: “essa é a conquista da vez, mas ela não tem a mínima importância para mim”! Podem ter certeza.
Certamente, você só não se referiu a mim da mesma maneira porque não teve tempo para fazê-lo. O que esperava? Manter-me “em banho-maria” como a menina do celular? Aparecer quando “desse na telha”, quando não houvesse um novo rosto e corpo para “desafiá-lo”? Planejava transar comigo sem ter consideração nenhuma pelo que se passava em meu íntimo, e que eu já tinha revelado, “administrando-me” na base do típico “argumento”: “vamos deixar acontecer”?!!!
Querido, e o que “já está acontecendo”, faz-se o quê com isso? Em nosso caso, quase nada; mas, e as multidões de mulheres que cuidam de vocês, se apaixonam, se dedicam...?...
Mais: seu filho-da-puta, e as nossas emoções e sentimentos, que são tratados como “lixo” desde que vocês garantam a sua “trepadinha”? Covardes! É o novo “prazer-máximo” masculino, este - transar por uma noite com uma mulher sem rosto, como fazem com as prostitutas, só que “de graça”? Que grande vitória!
Falando em “rosto”, se eu o encontrasse, hoje, socaria você. Esmurraria sua cara! Acho justo; afinal, você também me fez sentir dor. Seu palhaço! A você e a todos os demais palhaços que possam estar lendo este texto: se não conseguem “controlar seus bilauzinhos”, procurem ajuda profissional. Para crescerem, virarem gente, deixarem os 12 anos de idade!
Minha única dúvida é: são todos uns animais? São todos tão doentes? Nós, mulheres, nos resumimos a isso, para vocês?
Ou vocês “mudam” quando estão muito carentes, muito sozinhos... Daí, passam a querer uma companheira?
Pior: ou “mudam” quando envelhecem e começam a ficar broxas? Só então descobrem nossa “beleza interior”? Quando já não conseguem, mais, serem nossos amantes - só então se disporão a serem nossos amores?
Não admito ser, mais, “parasitada”, “vampirizada” por bebezões cagões de 30 ou 40 anos. Não sei o que entendem por “troca”, encontro, amor; definitivamente, compreendo que deva ser algo absolutamente ininteligível para mim.
Minha amizade, minha consideração, minha ternura, e, no extremo, meu desejo (abertamente declarado) foram ignorados, preteridos, “trocados” por um sarro pobre no carro. Meu querido, se é sexo o que os interessa, saiba: eu planejava levá-lo “às alturas”!... Porque você me inspirava isso... Mas, acredite-me: vocês são tão ridículos, tão imbecis, tão completamente boçais (!) que não conseguem nem entender uma mulher e chegar a viver esse estágio!... Pois bem: além deste, generosamente ofertado aqui, você ainda poderá contar com outro “toque” meu... Um belíssimo soco na sua cara, seu estúpido!